domingo, 20 de dezembro de 2009

Breve apreciação da Acção

BREVE APRECIAÇÃO FINAL DA ACÇÃO

Se lançarmos um olhar sobre o passado recente da criação das
Bibliotecas Escolares, verificámos que se percorreu um longo e
sólido caminho, em tão pouco tempo de vida. Sabemos que hoje os
desafios são maiores do que os de ontem, tudo o que se fez
afigura-se insuficiente face à pressa exigida pela sociedade da
informação e do conhecimento, às consequentes necessidades e
exigências do utente. Então, cumpre-nos, a nós, professores
bibliotecários, estar sempre na vanguarda, num aperfeiçoamento
contínuo, fazendo com que as bibliotecas sejam uma efectiva
necessidade para alunos e professores, entendendo, sempre como
objectivo último da biblioteca o de contribuir para a qualidade do
ensino e a melhoria das aprendizagens. E estes momentos de
reflexões constituem-se como excelentes recursos de orientação,
no desenvolvimento das tarefas do professor bibliotecário.
Considero, assim, hoje, pertinente e essencial a aplicação do
Modelo de Auto - Avaliação das Bibliotecas Escolares, afigurandose
como um instrumento pedagógico capaz de contribuir para o
sucesso educativo e o êxito das aprendizagens.
Pensando a biblioteca escolar não como um fim em si mesmo, mas
como o centro nevrálgico do conhecimento que serve a escola, a
sua missão e objectivos, a avaliação de desempenho desta
estrutura educativa deve centrar-se na análise dos resultados e
evidências através dos quais exerce o seu papel no seio da escola,
ou seja, pretende-se que, para além de uma avaliação intrínseca
(praticamente a que se fazia), se focalize a reflexão numa outra
dimensão, centrada sobretudo nos resultados e evidências através
dos quais é capaz de revelar e demonstrar o seu impacto e
contributo para as aprendizagens.
Urge entendermos a avaliação como um processo potenciador de
oportunidades, de novos olhares, incorporando-o no nosso dia -a
-dia. Penso que estas ideias foram bem interiorizadas.
A acção de avaliar/questionar/problematizar/interpretar/delinear
percursos deve, pois, constituir-se como um processo contínuo e
encarada como um valor positivo no sentido de se construir o
caminho para a excelência.
Projectar e colocar no terreno uma Formação sobre o Modelo de
Auto – Avaliação das Bibliotecas Escolares direccionada para todos
os professores bibliotecários afigura-se como um projecto arrojado
que merece o nosso louvor.
Sabemos que neste processo avaliativo, é essencial o envolvimento
e o comprometimento de todos, professores bibliotecários, equipa,
professores e direcção. No entanto, o professor bibliotecário
assume aqui um papel chave de liderança de todo o processo,
cabendo-lhe difícil tarefa de projectar a BE “como um recurso
indutor de inovação … trazendo valor à escola no cumprimento da
sua missão”. Neste sentido, esta formação revelou-se muito
importante para o meu desempenho do cargo de professora
bibliotecária, possibilitando a aquisição de determinadas
competências, capacidades, perspectivas, atitudes, essenciais na
minha actividade diária.
Sendo o objectivo essencial do modelo de auto-avaliação
“desenvolver uma abordagem essencialmente qualitativa, orientada
para uma análise dos processos e dos resultados e numa
perspectiva formativa, permitindo identificar as necessidades e os
pontos fracos com vista a melhorá-los”, considero deveras
indispensável para o desenvolvimento e optimização do trabalho
das bibliotecas que se faça uma avaliação apoiada no modelo de
auto-avaliação.
Precisamente, por considerar a aplicação deste modelo de extrema
importância para a vida das bibliotecas escolares, penso que os
conteúdos e os objectivos traçados para esta Formação exigiam um
tempo mais alargado, para que se fizesse uma leitura atenta,
interiorizada/reflexiva dos textos disponibilizados em cada sessão
de trabalho e realizar com qualidade a tarefa proposta. Considero
também que o período escolhido para a realização da acção não foi
o mais adequado, pois coincidiu com o desenvolvimento de muitas
tarefas/actividades inerentes ao cargo do professor bibliotecário,
facto que retirou também tempo para a partilha e o debate de ideias
entre os formandos.
Contudo, o balanço foi positivo. Aprendi muito de novo, sedimentei
alguns conhecimentos e, acima de tudo, perspectivei caminhos a
seguir para que, efectivamente, a biblioteca faça a diferença na
escola e prove “esse impacto no contexto da escola”.
A formanda,
Anabela Fernandes

Tarefa 4

sábado, 19 de dezembro de 2009

Tarefa 3http://http://www.scribd.com/doc/24070791/A-integracao-do-processo-de-Auto-%E2%80%93-Avaliacao

Tarefa 7, Actividade 2

Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares:
metodologias de operacionalização (Workshop)


ACTIVIDADE 2
Na verdade, estes enunciados além de apontarem para acções muito gerais, não respondem ao que verdadeiramente se pretende, revelando que não foram devidamente interpretados e interiorizados os resultados obtidos no processo de avaliação. Estes objectivos assim enunciados dificilmente conduzirão à consecução de um plano de acções, onde estejam presentes as acções de melhoria que se pretendem implementar, pois desconhece-se onde se quer chegar e qual o caminho a percorrer.
Proposta da alteração:

3. Reforçar o trabalho articulado com todos os professores do 1º ciclo, os professores de Língua Portuguesa e ainda os docentes que leccionam a disciplina de Estudo Acompanhado, a Biblioteca Municipal e os pais na concepção/participação/envolvimento no Projecto de Leitura do Agrupamento, com o objectivo de desenvolver competências no âmbito da Leitura e Literacia.

4.Reforçar a produção de instrumentos de apoio curricular e de apoio às diferentes actividades a serem usados por professores e alunos, com a criação de uma página Web da biblioteca, onde seja disponibilizado e difundido um conjunto diversificado de materiais de apoio, ao serviço dos curricula, da promoção da leitura, da referência e das aprendizagens contínuas. Várias ferramentas da Web 2.0 serão utilizadas como delicious, blog, pbwiki …

Tarefa 7, Actividade 1

Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares:
metodologias de operacionalização (Workshop)


ACTIVIDADE – distinguir descrição de avaliação

1- Dos seguintes enunciados, indicar os que são descritivos e os que são avaliativos.
2- Melhorar os enunciados mais descritivos, transformando-os claramente em enunciados avaliativos (criação de hipóteses possíveis).
Enunciados:

1- Foi recolhida informação dos departamentos sobre a colecção da BE. Enunciado Descritivo
Foi recolhida informação dos departamentos sobre a colecção da BE, constituindo-se como um mecanismo muito útil na inventariação de necessidades, envolvendo/responsabilizando todos os professores, na definição de prioridades quanto à aquisição de material de carácter pedagógico e/ou lúdico. Deste processo, resultaram algumas necessidades, nomeadamente, obras de leitura obrigatória. Enunciado Avaliativo

2- A BE promove sistematicamente mecanismos de avaliação cujos resultados são utilizados na planificação do trabalho. Enunciado Descritivo/ Avaliativo
Proposta de melhoria do enunciado:

A BE promove sistemática e continuamente mecanismos de avaliação para aferir o impacto do trabalho desenvolvido e orientar as acções futuras, no sentido de contribuir para a melhoria do sucesso educativo e o êxito das aprendizagens dos alunos.
3- Iniciativa de um projecto (parceria com a Câmara Municipal) de âmbito nacional. Enunciado Descritivo

A BE, em parceria com a Câmara Municipal, promoveu um projecto de desenvolvimento da Imaginação e Criatividade, dinamizando várias sessões de motivação/orientação, para todos os alunos e restantes participantes. A participação e o envolvimento atingiram níveis muito positivos, pelo que se pretende continuar com tal projecto (reformulado e melhorado), no próximo ano lectivo. Enunciado Avaliativo

4- Aproximação estimulante às famílias e seu envolvimento no projecto da BE, com o projecto “Leituras em família”. Enunciado Descritivo
A BE, considerando, à semelhança de outras iniciativas neste âmbito, a importância de envolver as famílias na aquisição e desenvolvimento de competências de leitura dos alunos, promoveu e dinamizou, com sucesso, um Projecto de Leitura “Leitura em Família – Livros Vivos” em parceria com os pais. A Hora do Conto e a orientação das sessões de Tertúlias à Tarde foram da responsabilidade dos pais, que pretendem alargar estas sessões às escolas do 1º ciclo do Agrupamento. Enunciado Avaliativo

5-Horário da BE cobre todo o tempo de abertura da escola. Enunciado Descritivo

A BE está aberta desde as 8.30 até às 18.30 horas, sem interrupção. Desta forma, responde às necessidades dos “utilizadores diurnos”. Contudo, sente-se a necessidade, perante solicitações várias neste sentido, de abrir este espaço dois dias por semana, em horário nocturno, para responder aos desejos/necessidades de outro público. Enunciado Avaliativo

6-A actualização do material informático não corresponde às necessidades dos utilizadores (professores, alunos). Enunciado avaliativo

7- A BE disponibiliza guiões de pesquisa baseados no modelo Big6. Enunciado Descritivo
A BE adaptou guiões de pesquisa para o 2º, 3ºciclos e ensino secundário baseados no modelo Big6, disponibilizando-os na página Web da biblioteca, promovendo também sessões de apresentação/esclarecimentos, vincando a importância da utilização deste material como um recurso muito útil de apoio curricular.
Enunciado Avaliativo
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

2ª Tarefa (2ª parte)

ANÁLISE CRÍTICA AO MODELO DE AUTO-AVALIAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES


Se lançarmos um olhar sobre o passado recente da criação das Bibliotecas Escolares, verificámos que se percorreu um longo e sólido caminho, em tão pouco tempo de vida. Construíram-se os alicerces, levantaram-se as paredes, apetrechou-se a casa, formaram-se profissionais, delinearam-se objectivos e concretizaram-se acções, tudo em prol da primazia do usuário. Sabemos que hoje os desafios são maiores do que os de ontem, tudo o que se fez afigura-se insuficiente face à pressa exigida pela sociedade da informação e do conhecimento, às consequentes necessidades e exigências do utente. Então, cumpre-nos, a nós, professores bibliotecários, estar sempre na vanguarda, num aperfeiçoamento contínuo, fazendo com que as bibliotecas sejam uma efectiva necessidade para alunos e professores, entendendo, sempre como objectivo último da biblioteca o de contribuir para a qualidade do ensino e a melhoria das aprendizagens. Considero, assim, hoje, pertinente e essencial a aplicação do Modelo de Auto - Avaliação das Bibliotecas Escolares, afigurando-se como um instrumento pedagógico capaz de contribuir para o sucesso educativo e o êxito das aprendizagens.
Pensando a biblioteca escolar não como um fim em si mesmo, mas como o centro nevrálgico do conhecimento que serve a escola, a sua missão e objectivos, a avaliação de desempenho desta estrutura educativa deve centrar-se na análise dos resultados e evidências através dos quais exerce o seu papel no seio da escola, ou seja, pretende-se que, para além de uma avaliação intrínseca (praticamente a que se fazia), se focalize a reflexão numa outra dimensão, centrada sobretudo nos resultados e evidências através dos quais é capaz de revelar e demonstrar o seu impacto e contributo para as aprendizagens. A chave da avaliação reside na aferição dos resultados e não apenas nos meios que os suportam.
Sem dúvida, que avaliar é atribuir uma valoração. A ideia do avaliar ainda está carregada de conotações negativas, como se somente fosse avaliado aquilo que não está a funcionar bem. Muitos têm ainda alguma dificuldade em lidar com esse processo. Rebecca Raposo justifica tal facto pelo processo estar ainda muito ligado ao erro, ao fracasso, e consequentemente à punição. Urge entendermos a avaliação como um processo potenciador de oportunidades, de novos olhares, incorporando-o no nosso dia -a -dia.
Considero o acto de avaliarmos uma acção de extrema importância em qualquer tarefa que desempenhemos, pois permite analisar o que fizemos bem, o que poderia ainda ser melhorado e o que correu menos bem; precisamos, assim, nós, profissionais da informação, de consolidar um conhecimento compreensivo, crítico, reflexivo e prospectivo. A acção de avaliar/questionar/problematizar/interpretar/delinear percursos deve, pois, constituir-se como um processo contínuo e encarada como um valor positivo no sentido de se construir o caminho para a excelência.
Hoje, já não é possível trabalhar sem estabelecer conexões transdisciplinares e multidisciplinares. Neste processo avaliativo, é essencial o envolvimento e o comprometimento de todos, professores bibliotecários, equipa, professores e direcção. No entanto, o professor bibliotecário assume aqui um papel chave de liderança de todo o processo. O gosto, a criatividade, a imaginação, o dinamismo, a curiosidade, a capacidade de empreendedorismo, adaptabilidade, exigência, flexibilidade, relacionamento, comunicação, parceria com o outro e a persistência aliadas à capacidade de olhar o presente e perspectivar/prever/antecipar o futuro são qualidades exigidas a um profissional da informação.
Considero deveras indispensável para o desenvolvimento e optimização do trabalho das bibliotecas que se faça uma avaliação apoiada no modelo de auto-avaliação. Considero que a divisão em domínios que o documento apresenta, abarca todas as áreas essenciais que estão inerentes ao trabalho das bibliotecas, constituindo-se como verdadeiros pilares de acções futuras.
Há a possibilidade de se avaliar todos os domínios ao longo dos quatro anos, através da recolha de evidências, indicadores essenciais, que permitem aferir o grau de eficácia dos serviços prestados, a identificação de pontos fortes e fracos que, depois de interpretados, orientarão a tomada de decisões, com vista à melhoria. No entanto, a escola deve adaptar e ajustar o modelo à sua realidade e circunstâncias, de forma a promover as aprendizagens e o sucesso educativo.
Podem afigurar-se como obstáculos o facto deste processo avaliativo constituir novidade para os professores e para a escola, havendo sempre alguma resistência inicial também à mudança e ainda a necessidade de uma sistemática recolha de evidências.
A criação de um Modelo para avaliação das bibliotecas escolares permite dotar as bibliotecas de uma maior visibilidade e assumirem um lugar de destaque, um verdadeiro pólo integrador, aglutinador e disseminador de uma dinâmica cultural que passa a estar por trás de toda a identidade e cultura escolar. Como afirma Ross Todd “A Biblioteca é o bater do coração com significado na escola”.

A formanda,

Anabela Fernandes
.

Tarefa 6 (parte 2)

http://http://www.scribd.com/doc/24073956